20.11.09


Felicidade em Nova Delhi







Linda e comovente festa!







Luís Filipe: o aniversariante!







Tem galeria de arte...







Tem bijuterias...







Tem lojas de roupas...







Um novo espaço







Este achou um canto quentinho







É o primeiro português de Delhi







Convite pra inauguração de restaurante







A caixa estava cheia de chocolates...







Um convite de casamento







Bruna Abdallah e Giselli Monteiro






19.11.09


Na Disney do hinduísmo


Os elefantes são em tamanho natural

Hoje fui a Akshardham, uma das maravilhas de Nova Delhi: um templo monumental, esculpido de alto a baixo em pedra rosa e mármore branco, com a riqueza de detalhes que se vê nos templos do Século XIV.

Só que Akshardham é novinho em folha.

Começou a ser construído no ano 2000, e em 2005 estava pronto, depois de mobilizar o trabalho de onze mil artesãos e voluntários do Bochasanwasi Shri Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha, mais conhecido como Baps.

Mal comparando, é como se, hoje, alguém decidisse construir uma catedral gótica na Europa, usando os mesmos materiais e técnicas usados nos velhos tempos, e chegando mais ou menos aos mesmos resultados.

A diferença é que, no Ocidente, quase ninguém tem mais o know-how que existia na Idade Média. Não haveria nem gente nem dinheiro para levar adiante a empreitada, já que os pouquíssimos artesãos capazes de lavrar a pedra como se fazia então trabalham, a peso de ouro, em projetos de restauração -- invariavelmente às voltas com falta de pessoal especializado.

Aqui, ao contrário, a tradição das artes sobrevive, transferida de pai para filho desde tempos imemoriais: de acordo com o sistema de castas, filhos de pedreiros são pedreiros, filhos de escultores são escultores, filhos de ourives são ourives.

É por isso, aliás, que se encontra tanto e tão bom artesanato na Índia. Na falta de um Shah Jahan para encomendar um novo Taj Mahal, os craques da pietra dura, por exemplo, fazem tampos de mesa, caixinhas e elefantes de mármore com os tradicionais entalhes para vender aos turistas.

* * *

O profeta do Baps é Swaminarayan, que viveu entre 1781 e 1830, e em Akshardham não foram poupados esforços para enaltecê-lo. Os ideais do Baps, que têm incontáveis fiéis nos Estados Unidos e na Inglaterra, são hinduísmo, não-violência, vegetarianismo, vida familiar, felicidade, paz, zero de álcool ou drogas.

É bem bonito como teoria; não sei como funciona na prática. O detalhe das drogas e do álcool, porém, faz sentido. Este templo anacrônico é uma viagem tão delirante que qualquer aditivo se torna desnecessário.

Em meio às indescritíveis estátuas de mármore, e entre colunas onde a pedra se transforma em renda, a vida de Swaminarayan é contada aos visitantes como se estivessem na Disney. Há robôs animados, um filme em Imax que teve a participação de mais figurantes do que todos os Cecil-B.-de-Milles juntos, um passeio de barco à la Piratas do Caribe.

O show de águas dançantes ao final do dia não deixa nada a dever às atrações de Las Vegas.

* * *

Como levar a sério um parque temático de peregrinação?

Os templos da antiguidade nos chegaram cobertos pela pátina do tempo, e se impõem pelo respeito que, instintivamente, sentimos diante da passagem dos séculos.

Em Akshardham, no entanto, é muito difícil separar o sublime do ridículo. Talvez o melhor a fazer seja aceitar os dois lados da moeda, já que seu valor está no todo.


Observação: as duas fotos que mandei são falsas, fotografadas das páginas de um livrinho. Não se pode entrar com nada no templo, e câmeras e celulares, junto com os demais pertences dos visitantes, devem ser deixados no guarda-volumes.

Para mim, passar a tarde inteira sem celular foi, sem dúvida, um imenso exercício de espiritualidade, assim como ver tanta coisa bonita sem poder fotografar. Cá entre nós, confesso que continuo preferindo a materialidade da comunicação em tempo real.






Akshardham é um templo moderno







Cada um no seu quadrado... :-)






18.11.09


Agora é que são elas

Povo, hoje não tem texto porque estou às voltas com as fotos.

Clicar é mole; separar são outros quinhentos! Madrugada vai alta em Nova Delhi (1h40m: aqui faço o modelito saúde) e, depois de passar a noite editando, estou mais pra lá do que pra cá.

O pior é que ainda falta coisa que não acaba mais...

* grande suspiro *






Outra viagem



Meu compadre Gravatá foi a Galápagos e fotografou uns bichos sensacionais! Está tudo AQUI.






Na esquina de casa







Ambassador, o carro indiano







Roupa para Tatuís







Imaginem! A favela cresce em área nobre!






17.11.09


Ontem, na festa da embaixada



Para quem estava cobrando foto: prontinho!

Aí estou, na festa da embaixada, ao lado do nosso Adido de Defesa, coronel Marcelo Barbedo.

(Ali atrás, elegante como sempre, está a Margarida, minha amiga querida e anfitriã em Nova Delhi.)






Índia, lado A


Este shopping, gigantesco, é igual, ou praticamente igual, a qualquer congênere seu em qualquer lugar do mundo. Tem lojas Mango, Acessorize, Benetton, Reebok, Pylones, Adidas, Clinique e sei lá quantas outras marcas super manjadas.

A diferença mais notável fica por conta das lojas de saris elegantérrimos e de roupas de cama e mesa, onde predominam os lindíssimos estampados locais; mas não é coisa que compense a ida até lá.

Triste mesmo, para mim, foi descobrir que, no shopping, eu encontrava boa parte dos tesourinhos que comprei no Rajastão... por uma fração do preço!

A gente saber que está sendo explorada é uma coisa, mas dar de cara com a evidência disso é duro, muito duro.






Pois: continua sendo assim!


Agarwal (também pode-se escrever Agrawal)é uma das incontáveis subcastas indianas. De modo geral são gente de negócios, bem situados financeira e socialmente. São estritamente vegetarianos e não bebem álcool.

Mas o que eu achei curioso neste anúncio foi o público-alvo: os pais dos noivos. Os casamentos continuam a ser em sua maioria arranjados, mesmo numa cidade moderna como Nova Delhi. A diferença daqui para o interior é que, embora os pais procurem noivas e noivos para os filhos, eles e elas não são obrigados a se casar, se não gostarem da escolha. Aí os pais voltam aos classificados e começa tudo novamente.






O filme da hora







As plantas amanheceram bem contentes







Mais festa III







Mais festa II







Mais festa I






16.11.09


Eu amo o meu país

Do mesmo jeito que me sinto triste e envergonhada quando encontro brasileiros dando show de má educação no exterior, coisa que infelizmente não é incomum, me sinto feliz e orgulhosa quando vejo o Brasil fazendo um bonito.

Hoje, na festa da embaixada brasileira em Nova Delhi, fiquei emocionada com o cuidado, o capricho e a elegância presentes nos mínimos detalhes, das rosas amarelas sobre toalhas verdes aos pães de queijo quentinhos e deliciosos: tudo perfeito, sem ostentação ou luxos desnecessários, mas com aquele jeito caloroso que é tão nosso.

É bacana ver o país bem representado, mostrando ao mundo o seu melhor.

Aqui na Índia comemora-se a Proclamação da República como data nacional. É que o 7 de setembro cai na época de calor infernal, quando a vida social pára e todos se recolhem feito lagartixas extenuadas, à espera das monções.

Aliás, o santo do Brasil é tão forte que a festa acabou meia hora antes de despencar sobre a cidade um toró totalmente inesperado, que teria acabado com aquela alegria ao ar livre num piscar de olhos... Já estou deitada e ouço trovões tenebrosos lá fora; torço para que esteja chovendo assim também no Rajastão, onde a seca, como vocês viram, está séria.

Os convidados foram um espetáculo à parte. Como é costume nas festas das embaixadas, usam-se, além dos habituais ternos e modelitos elegantes, uniformes e trajes nacionais. Pois havia tanto pano exótico que em alguns momentos me senti como se estivesse num baile do Copa ou numa cena de Casablanca: saris de Varanasi, túnicas de todos os tipos, militares cheios de medalhas, longas roupas africanas.

O pessoal daqui já está tão acostumado que nem repara, mas, para mim, tudo é novo e fascinante.

--
Enviado do meu celular







Foi bonita a festa, pá!







Chique no último...







Reparem no detalhe







Festa na nossa embaixada


A ministra das Relações Exteriores, Preneet Kaur, maharani de Patiala e uma das mulheres mais elegantes da noite, e o embaixador Marco Antonio Brandão, durante a execução dos hinos; é sempre emocionante ouvir o Hino Nacional em terras estrangeiras. Aqui, por sinal, o páreo é duro, porque o hino indiano, Jana Gana Mana, composto por Rabindranath Tagore, também é muito bonito.





15.11.09


Não podia faltar, né?







O interior do Forte







O Forte Vermelho







No fim, até abriu um solzinho







Os jardins, como sempre, lindos!







Essa é nova: patas cobertas!







O que não é entalhe é alto relevo







Os desenhos são entalhes







Uma foto roubada do interior







É mesmo tudo o que dizem...







:-)






14.11.09


Enfim, fotos!

Depois de muito tempo sem internet de verdade, encontrei um bom wi-fi em Agra. Aproveitei para subir algumas fotos "de verdade", vale dizer feitas com a Nikon, em vez do N95.

Como vocês sabem, praticamente não fotografo gente, mas aqui na Índia é impossível resistir: não só as pessoas são muito interessantes como, em geral, gostam de ser fotografadas. O resultado é que a câmera acaba sendo um instrumento de aproximação.

Ainda não selecionei todas as fotos, mas essas três estão entre as minhas favoritas. Há um punhado de outras AQUI.



Em Varanasi, um senhor toma seu banho purificador no Ganges. Pela quantidade de velhinhos e velhinhas que vi a se banharem naquelas águas, começo a pensar se poluição não fará bem à saúde...


A moça do trem, que vocês já viram em foto de celular.


Patriarca de um grupo da etnia bishnoi, proto-ambientalistas que há séculos protegem animais e árvores, sobretudo no Rajastão. A aldeia que visitei fica a uns 100 quilômetros de Jodhpur; infelizmente cheguei já quase à noite, e não pude fotografar direito; mas consegui este retrato e fiquei feliz.






Tem uma festa lá embaixo







Grand Imperial, Agra







A Mesquita







Depois, a água acabou







Foi habitada por 14 anos...







Fatehpur Sikri, cidade abandonada







O restaurante do hotel







Dei comida para os pombos







Reflexo num jarro de prata